quinta-feira, 3 de maio de 2012

Dois meses

Sorte - Papas da Língua


Tudo de bom que você me fizer
Faz minha rima ficar mais rara
O que você faz me ajuda a cantar
Põe um sorriso na minha cara...

Meu amor, você me dá sorte
Meu amor!
Você me dá sorte meu amor!
Você me dá sorte
Na vida!...


O Rafa sempre foi um cara especial para mim. E eu sempre digo que se não tivesse quebrado tanto a cara com falsos príncipes, jamais teria dado a ele o valor que ele merece. Teria achado defeito no jeito carinhoso dele, teria inventado desculpas para afastar ele de mim por achar ele chiclete demais, ou sufocante demais. Com o tempo, eu aprendi que o Rafa não consegue esperar cinco minutos se tem algo muito bacana para dividir comigo.
Na semana do nosso casamento, as gurias que cantariam na igreja nos ligaram dizendo que a música de entrada dele não estava legal e que seria bom se a gente trocasse. A gente tinha definido as músicas em janeiro para o casamento em março. E para decidir 10 músicas foi um parto. Em dois dias teríamos que escolher outra.
Eu pensei que se fosse fazer uma homenagem para ele, escolheria Sorte. É difícil explicar com palavras tudo que rola quando eu digo que ele só me faz bem. É coisa de pele, coração, energia, cabeça e sorriso estampado na cara.
Bom, eu cheguei do trabalho e disse: pensei numa música para vc entrar na igreja. Ele me respondeu: eu também. Eu disse: acho que seria legal vc entrar com Sorte. Ele me olhou muito rápido e disse: foi essa mesmo que escolhi.
Então, meu amor, nesses nossos recentes dois meses de casados, eu quero que você saiba que você continua me dando sorte na vida e que eu sou cada dia mais feliz contigo. Tirando os raros momentos em que sinto vontade de te arrancar as orelhas fora. :P

Michelle Corazza

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Conselhos

Às vezes eu me pergunto por que tanta gente chora sobre o leite derramado ao invés de seguir adiante. Claro que todo mundo tem problemas. E mesmo que não sejam os maiores problemas do mundo, são os seus problemas.
Nos dias que eu acordo cuspindo marimbondo e dando patada gratuita, me deixa. Nesses dias, os meus problemas são os maiores. E não me importa se é apenas uma unha encravada ou se to zerada no banco e cheia de contas pra pagar ou alguém que gosto não está bem. Mas eu tento ver a vida por um prisma lilás de borboletas dançantes, de pessoas bacanas, de oportunidades.
Eu não gosto de todo mundo. Mas eu procuro sempre enxergar as coisas boas nas pessoas antes. Eu procuro saber o que me encanta nelas antes de saber o que vai fazer eu me decepcionar. Eu procuro sempre ouvir os dois lados antes de concluir alguma coisa, porque eu tenho um lado jornalista-psicóloga-conselheira que berra, não apenas fala alto.
Não adianta ficar reclamando que a vida ta uma bosta e não fazer bosta nenhuma para mudar isso. O cara da sua vida não vai descer vestido de homem aranha com um ramalhete de rosas presos nos dentes e te chamar pra sair. Ele também não vai chegar de carruagem ou vassoura. Pode até chegar no carro importado mais moderno do mercado, mas não vai descobrir o seu endereço por telepatia. Às vezes é preciso enfrentar fila, cantada idiota e gente suada na balada. Às vezes é preciso arriscar, chutar o balde, mudar o disco, tentar algo novo.
Tem tanta gente que prefere encarar a vida escondida embaixo do edredom que nem se dá conta de quantas oportunidades está perdendo. As nossas escolhem dependem apenas de nós mesmos. Digo, repito e colo em letras fosforescentes se preciso for: ser feliz é questão de escolha.

Michelle Corazza

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Fica apenas o que nos faz bem!

Esses dias, em umas das várias conversas com a minha irmã, ela me disse algo que realmente me fez pensar e entender alguns processos: “a gente vai amadurecendo e ficando apenas com as coisas que nos fazem bem!”. E é verdade.
Este ano, como em todos os outros, fiz um peneirão de pessoas, coisas, mágoas e todas as quinquilharias que ficaram guardadas dentro de mim, de alguma forma. Além de arrumar a casa nova e me desfazer dos móveis velhos, dei uma geral no coração.
Quando a gente organiza um casamento, se depara com a pior parte do evento que é a organização da lista. Eu sempre tive problemas em selecionar pessoas, pois sempre acho todo mundo legal e simpático. Bom, para a lista de casamento, criei alguns critérios bem básicos: há quanto tempo não falo com essa pessoa? Quando foi a última vez que ela me convidou para algo, seja um chimarrão, uma festa, um cinema? Ela realmente tem importância para mim?
Essas mesmas perguntas eu me fiz nos primeiros três meses do ano e confesso que as respostas automáticas do meu cérebro não foram animadoras. Me decepcionei profundamente com algumas pessoas que eu julgava muito amigas e também encarei na boa as ausências de outras que se perderam em alguma esquina, que ficaram lá atrás, em alguma memória saudável. E foi assim que preferi fazer: ao invés de deletar pessoas, congelei elas no tempo. Elas estão lá, presas em algum pensamento bacana, algum momento bom que não volta mais.
A gente muda o tempo todo. A cada dia nossas vontades são novas. Nossos sonhos são outros. Nessas andanças e tropeços, os amigos que ficam são raros e talvez não preencham os dedos de uma mão. Mas isso é coisa que a gente aprende com o tempo, vivendo.

Michelle Corazza

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Suspiros pré-casamento

Você passa um ano planejando uma data que vai marcar a sua vida para sempre. Toma precauções para que as coisas não aconteçam, tenta administrar todos os improvisos. Sonha com dias e horas e se programa para tudo. E, de repente, todas as más notícias são despejadas sobre você numa única semana e de nada adiantou se preparar. Seu coração fica apertado, o sorriso some dos lábios e as lágrimas passam a ser constantes.
Parece que o mundo conspira para te desestabilizar mais que todas as coisas que já estão estressando. Não basta ter cabelo, unha, maquiagem, depilação, luzes, decoração, doces, vestido, sapato, brinco, pulseira, cardápio, bebida, segurança, cerimonial, cor do tapete da igreja, adesivo na pista, noivos do bolo falso, apetrechos para a festa para se preocupar? Isso é pouco? Tenho ainda programas de rádio, jornal, atividades diárias, anúncios futuros e assembleia. Mas ainda é pouco? Ainda precisa vir essa avalanche de veneno e descaso? Então manda!
O que não me mata, me fortalece. E mesmo que eu enfraqueça nos primeiros cinco minutos, tudo volta ao normal depois. Só que eu não "jogo" uma pessoa fora duas vezes.

Michelle

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Coisas que eu gostaria de dizer.

Durante muito tempo eu escrevi aqui o quanto eu gostaria que a sorte me sorrisse, o quanto eu gostaria de amar sem que esse sentimento me doesse tanto, o quanto eu acreditava ter encontrado o amor e o cara certo. Todas as vezes que eu estivesse solteira ou enrolada ou apaixonada, minhas linhas contaram isso aqui. Confesso que hoje não sinto mais necessidade de escrever como antes, até porque eu ando tão feliz e em paz que não preciso mais desabafar. Vez ou outra eu tenho um chilique, mais nada. O Suspiros se tornou um diário do passado. E quando eu leio alguns textos, eu sinto a mesma dor de quando escrevia cada palavra, eu sinto cada suspiro, cada lágrima contida. Agradeço ao Suspiros pelos amigos que fiz através dele. Recebo email, convites para orkut e facebook por causa do blog. E eu acho tão bacana!
Bom, eu não estou me despedindo nem me explicando. Na verdade, hoje deu vontade de escrever e como eu estou há dias querendo publicar algo, decidi aproveitar. Acho que minhas entradas aqui ficarão cada vez mais raras. Não sei escrever sobre felicidade, alegria e todas essas coisas boas que me invadem. Eu só sei sentir.
Em exatos 16 dias eu me caso, coisa que nunca sonhei ou imaginei na vida. E não posso negar que senti muito medo de estar pisando em uma ponte de madeiras podres. Não pelo noivo que é um anjo em minha vida, mas pelas decisões e pela seriedade que encaro o casamento. Confesso que estive mais insegura há um mês atrás do que hoje. Parece que as coisas só acontecem nas horas certas, do jeito que deve ser.
Eu agradeço todos os dias pelas coisas boas e as energias positivas que me rodeiam. Cada vez mais acredito numa força suprema e no quanto somos recompensados. A sorte me sorriu por muitas vezes na vida e eu só aprendi a enxergar isso agora.
Não tenho um texto cômico nem emocionante nem de fazer arrepiar os pelos para escrever hoje. Só queria deixar escrito que a vida é muito curta e a gente precisa aprender a enxergar as coisas. Ás vezes o cara mais bacana e que vai te fazer feliz pelo resto da vida está ao seu lado. Ás vezes arriscar um novo emprego é como o bater de asas de uma borboleta no Japão. Ás vezes um sorriso cedo da manhã pode deixar o seu dia mais bonito. A vida é simples. A gente é que complica ela.

beijocas
Michelle Corazza